FONTE: O ESTADO DE S. PAULO - 01/04/2012
*Alexandre Lafer Frankel
Depois de enfrentar anos de estagnação e instabilidade, o mercado imobiliário comercial brasileiro está em ebulição e começa a ganhar destaque internacional. A falta de uma política agressiva de governos passados nesta área, fez com que o setor parasse no tempo, já que, sem incentivos, não havia demanda. Mas, a situação mudou e o Brasil ocupa um lugar de destaque entre as nações que podem ser opções de investimento em imóveis comerciais - considerado um negócio rentável, lucrativo e seguro do ponto de vista legal.
Os investidores estrangeiros voltaram seus olhos para o Brasil e começam a avaliar as possibilidades, graças ao bom desempenho do mercado, que é comprovado a cada pesquisa realizada no setor. A mais recente delas, diz que o nosso País já é considerado o segundo melhor para se investir. Segundo a Afire (Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis), quase 20% dos entrevistados disseram que o Brasil contempla as melhores oportunidades para se empregar capital em empreendimentos comerciais.
Além desse bom desempenho do nosso mercado imobiliário, considero que o interesse estrangeiro pelo setor de imóveis comerciais no Brasil, se deva também à escassez de oportunidades e à instabilidade de outros mercados, que enfrentam dificuldades ou não dispõem de condições adequadas. O setor de ações, por exemplo, causou pânico em 2011, quem investiu, salvo algumas exceções, enfrentou um difícil período de instabilidades e perdas e muita gente perdeu dinheiro. Como resultado, o investidor buscou opções mais seguras de aplicação.
Campo fértil
Por conta disso, o Brasil aparece como um oásis no contexto global. Com uma das poucas economias mundiais com desempenho positivo, nosso país tem grande potencial de crescimento, com volume expressivo, leis e governo que inspiram credibilidade. Além, é claro, de ter um campo fértil para investimento e desenvolvimento de novos projetos.
Como parte integrante do segmento imobiliário, observo a pujança de toda a cadeia envolvida – empreendedores, investidores, tomadores finais, assim como, os fornecedores de materiais e mão de obra.
Com a economia aquecida e as empresas crescendo, eventos de peso e novas campanhas chegando ao Brasil, a demanda por imóveis comerciais está acima da oferta atual e deve superar a capacidade de produção do mercado nos próximos anos. Nossa taxa de vacância apresenta um dos menores índices históricos. Este cenário pressiona a alta de preços para locação de novos espaços.
Frente a isso, acredito que continuaremos nessa linha progressiva. Teremos, no mínimo, mais 10 anos de forte crescimento até que o mercado comece a se estabilizar. A necessidade de espaços seguirá em expansão e o País será impulsionado por investidores estrangeiros, crescimento do PIB, estabilidade e pela oferta de crédito.
A chegada de empresas estrangeiras no Brasil é outro fator que irá aumentar a busca por empreendimentos comerciais. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) ratifica essa tendência, em uma pesquisa, que ouviu agentes internacionais, e aponta o cenário político e econômico nacional como extremamente favorável para que corporações com sede no exterior aportem no País.
Com isso, a demanda por espaços comerciais para instalar essas empresas tende crescer consideravelmente, principalmente nas grandes metrópoles. Isso é muito positivo, já que companhias internacionais atuando no Brasil propiciam uma entrada maior de capital, e somadas à cadeia envolvida no desenvolvimento destes novos projetos propiciam a geração de novos empregos e desenvolvimento.
A absorção de novos espaços comerciais, apesar da demanda criada por empresas estrangeiras, depende do crescimento de diversos setores da economia: serviços, comércio e principalmente a indústria. É fundamental que o governo foque no desenvolvimento e crie condições para um crescimento sustentável, já que estamos no rumo certo.
Atrativo
Todos esses motivos levarão o investidor, nacional e estrangeiro, a optar por unidades corporativas, uma vez que o valor para aquisição do bem é bastante atrativo frente à renda obtida com o aluguel e, inclusive, com a revenda do imóvel após acúmulo da valorização.
Investir em imóveis sempre foi sinônimo de segurança. Atualmente significa ter também alta liquidez e excelente rentabilidade.
*Alexandre Lafer Frankel é CEO da Vitacon Incorporadora
Tags: MERCADO IMOBILIÁRIO; IMÓVEIS COMERCIAIS; INVESTIMENTO